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16/03/2005 - Murilo Becker da Rosa

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Por pouco o basquete brasileiro não perde o pivô Murilo Becker da Rosa para o futebol. O atleta do COC/Ribeirão Preto iniciou sua carreira esportiva como goleiro das divisões de base do Grêmio Náutico União, em Porto Alegre. Depois de dois anos conciliando as duas modalidades, viu que a sua praia era realmente o basquete. E não se arrepende. Hoje, esse gaúcho é um dos grandes nomes da nova geração do basquete nacional. Murilo foi o atleta mais eficiente da 7ª semana do Nacional Masculino (média de 28pts) e é o reboteiro de sua equipe, com média de 8.6 rebotes por partida. Aos 21 anos, o pivô já coleciona vários títulos: campeão do Nacional pelo Bauru (2002) e campeão paulista pelo COC (2004). Pela seleção brasileira foi vice-campeão sul-americano cadete (Chile/1999) e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (2003).
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Qual o segredo da campanha do COC, que lidera a competição com 12 vitórias e duas derrotas?

O primeiro fator que faz do COC um grande time é o conjunto. Formamos um grupo bem homogêneo, que joga sempre para o coletivo. Tecnicamente, a nossa força está na defesa, característica do COC desde que foi fundado.

Como analisa o Campeonato Nacional e quem são os favoritos ao títulos?

É uma competição muito equilibrada e difícil, onde a liderança está sempre se alternando. Acho que os favoritos, além do COC, são o Uberlândia, Telemar e Universo/BRB. Outras equipes estão surpreendendo como Uniara e Minas Tênis que, sem grandes estrelas no elenco, estão fazendo ótimas campanhas.

Como é o Murilo fora das quadras?

Atualmente, por causa do ritmo do campeonato, minha vida é treinar, jogar, descansar e viajar. Quando estou em casa, além de dormir bastante, gosto de conversar no computador com meus amigos e minha namorada.
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Defina o pivô Murilo.

Sou um jogador que procuro ajudar minha equipe no que for preciso em quadra, pontuando, marcando ou pegando rebote. Mas confesso que preciso melhorar a parte defensiva, onde não tenho muita regularidade.

Como começou a jogar basquete?

Até os doze anos eu só gostava de futebol. Era goleiro do Grêmio Náutico União enquanto meu irmão jogava basquete. Um dia, quando eu estava com 12 anos resolvi participar, por brincadeira, de uma peneira na escola para o time de basquete do Grêmio. Passei e fiquei um tempo praticando os dois esportes. Quando o ritmo de treino e competições ficou mais pesado, tive que optar. Acho que deu certo, minha especialidade era mesmo o basquete.
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Quais os melhores momentos da sua carreira?

São vários. A minha primeira convocação para a seleção, no Sul-Americano Cadete, foi muito legal. Vi que estava no caminho certo. Mais tarde fui campeão do Nacional pelo Bauru. Embora fosse jovem e quase não tenha jogado, foi emocionante. O mais marcante de todos foi o título pan-americano (2003), na minha primeira convocação para a seleção adulta. Consegui mostrar o meu talento e participar das três competições da temporada.

Falando em seleção, quais as expectativas para a Copa América, na República Dominicana?

Primeiro de tudo espero estar lá. Estou treinando muito para isso. Fico muito honrado em representar o meu país. Temos grandes jogadores, talento não falta à seleção brasileira e acho que treinando bem temos todas as chances de conquistar a vaga para o Mundial 2006.