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21/02/2005 - Danilo Carlos de Castro

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Aos 35 anos de idade, o armador Danilo é a voz da experiência na jovem equipe da Ulbra. De temperamento tranqüilo e educado, Danilo dá o tom de maturidade ao clube gaúcho, para o qual se transferiu depois de três anos no ACF/Campos. Mudança que o atleta vem encarando com muita alegria, apesar de lamentar a distância da família, que ficou em São Paulo, sua terra natal. Danilo é o cestinha da Ulbra, com média de 19 pontos (152 no total) e o responsável por mais assistências na equipe, com 4.3 por jogo (34). Esses números fizeram do armador o mais eficiente da semana no Campeonato Nacional Masculino, com 30 pontos.

Qual sua análise sobre o Campeonato Nacional até agora? Quem são os favoritos ao título?

É uma competição totalmente equilibrada. Acredito que levam uma pequena vantagem as equipes com mais tempo de formação, com um conjunto mais treinado. Assim, Uberlândia e o COC têm grandes chances de conquistar mais um título. Pelo excelente elenco, Telemar também está na briga. Outros clubes também podem surpreender como o Minas Tênis, por exemplo.

Como você avalia a participação da Ulbra nos oito jogos do turno?

Formamos uma boa equipe, temos uma ótima estrutura de trabalho mas ainda falta entrosamento, pois treinamos juntos há muito pouco tempo. Mas também não podemos usar isso como desculpa, temos que correr atrás do prejuízo. Somos um grupo bem homogêneo, em quadra e no banco. Isso permite que o técnico tenha boas peças para o revezamento dos jogadores, arma que nem todas as equipes possuem.

E como você vê o seu desempenho na competição, sendo o cestinha da equipe e o jogador mais eficiente da semana?

Fico muito feliz em corresponder a confiança que o clube depositou no meu trabalho. Realmente estou em um boa fase e sei que os meus números são muito bons. Tenho consciência do meu papel na equipe e busco fazer o melhor possível. Trabalho para render sempre mais. Estou pontuando bem e preciso melhorar ainda mais nas assistências, que é a função maior do armador, e nas recuperações de bola.
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Depois de três anos em Campos, você está no Sul. Como foi a mudança de clube?

Fiquei triste com o fim da equipe de Campos, pois sempre joguei um tempo no mesmo clube, mas tem coisas que acontecem na vida que não estão sob o nosso controle. Mas acho que toda mudança é positiva, pois traz mais desafios. Tenho que fazer novos amigos, conquistar uma torcida diferente e provar para a cidade e para o clube que valeu a pena me contratar. Isso me motiva a estar sempre bem e cumprir com meus novos objetivos. O clube tem uma excelente estrutura, a torcida de Torres apoia bastante o basquete e o Estado tem um campeonato regional bem montado.

Sendo o jogador mais experiente da Ulbra, como é a sua relação com os mais novos?

Estou na equipe há menos de um mês e estamos nos conhecendo ainda, mas os jovens sempre vêm me pedir conselhos e perguntar algo sobre o jogo. É gratificante ser uma referência para esse grupo talentoso. Sempre procuro ajudar, pois sei do meu papel na equipe, não só pela minha experiência como pela minha função de armador, que requer naturalmente uma postura de liderança na quadra, por comandar as jogadas e eu aprendi a ter essa postura com o passar dos anos.

Como é o armador Danilo em quadra?

Minha virtude principal é ter uma boa leitura de jogo, característica fundamental para um armador. Tenho que melhorar meu desempenho na defesa, o que já estou tentando fazer. Sou um jogador calmo, tranqüilo, que procura sempre manter o equilíbrio emocional durante a partida.
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Fale um pouco sobre sua carreira.

Comecei em São Bernardo, onde joguei dos 7 aos 17 anos com a técnica Telma Tavernari, que foi minha grande incentivadora no esporte. Depois joguei no Monte Líbano, Pirelli, Guaru e fiquei cinco anos em Mogi. Saí do Estado de São Paulo para jogar em Campos, onde fiquei três anos. Agora estou muito feliz na Ulbra. Se tudo der certo, fico aqui mais um tempo e quem sabe posso trazer minha esposa e meu filhinho de um ano, que ficaram em São Paulo.

Deixe uma mensagem para os iniciantes do basquete.

Para um atleta, dedicação é fundamental, ainda mais nos dias de hoje que a competição é muito maior. Temos que abrir mão várias coisas. Não tiramos férias quando queremos, não dá para se dedicar direito a uma faculdade, por exemplo e às vezes, temos que ficar longe da nossa família. Mas vale a pena. Eu faria tudo de novo para ter novamente as mesmas alegrias que tenho jogando basquete.