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04/02/2005 - Marcelo Magalhães Machado

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Depois de dois anos no basquete europeu, defendendo as equipes do Rimini (Itália) e Los Lobos (Espanha), Marcelo Magalhães Machado, o Marcelinho, volta ao Brasil para tentar conquistar o título que falta para sua carreira, o Nacional. O ala/armador é o cestinha da competição com 141 pontos (28.2 de média) e o mais eficiente com 24.8. Com esses números, Marcelinho é um dos responsáveis pela campanha invicta do Telemar. Nessa entrevista, o jogador fala sobre o seu desempenho em quadra, o Campeonato Nacional e sua experiência na Europa.

Você é o cestinha e o mais eficiente da competição até o momento. Como você vê o seu desempenho?

Fico contente com esses números. Todo jogador trabalha para ter uma boa performance nas competições. Mas o conjunto é mais importante do que as estatísticas individuais. E nas cinco partidas que fizemos, não tivemos o rendimento ideal. A gente já sabia que encontraríamos algumas dificuldades no começo.
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Que análise você faz do Nacional?

Pelo que vi não tem jogo fácil. Qualquer um pode perder quando menos se espera. Quem está em primeiro lugar pode jogar mal e ser derrotado pelo último colocado. Isso quase aconteceu com a gente. Na partida contra a Ulbra, eles chegaram a colocar 15 pontos de diferença.

Quem você aponta como favoritos ao título?

Acho que o Telemar, o Uberlândia e o COC/Ribeirão Preto têm grandes chances de conquistar o título. São equipes fortes e que contam com bom jogadores. Mas ainda não conheço todas as equipes que estão disputando o Nacional. Fiquei dois anos fora do país e não sei exatamente como estão os outros times.

Quais são os pontos fortes e fracos do Telemar?

Um dos nossos pontos fortes é a quantidade de jogadores de alto nível. O nosso banco tem atletas que em outros times seriam titulares. Quando alguém não está num bom dia pode ser substituído que não vai fazer diferença. O nosso conjunto está muito forte. O ponto fraco é a falta de ritmo de jogo, mas nós melhoramos bastante da primeira para a quinta partida. Acho que a nossa defesa também pode melhorar. Nós temos o ataque mais eficiente e a defesa mais vazada. Não podemos deixar o adversário jogar com tranqüilidade.
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Como foi a experiência na Europa?

Foi muito agradável. Tanto na Itália como na Espanha, os campeonatos têm um nível alto. Todas as equipes contam com o reforço de dois estrangeiros. Foi muito bom para a minha carreira. Estou num nível de jogo mais alto do que estava antes. Também tinha muita pressão. Se eu jogasse mal dois jogos, era criticado e me chamavam para conversar.