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24/01/2001 - Marc Brown

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Como todo norte-americano que se preza, Marc Brown, começou a jogar basquete no quintal de casa, na fria cidade de Nova Jersey. Considerado baixinho para os padrões americanos (tem 1,85m), conseguiu provar que é um grande armador. Hoje, com 31 anos, Marc Brown é um dos destaques da equipe mineira do Unit/Uberlândia, com o qual foi bicampeão da Copa Caixa Centro-Oeste no ano passado e se prepara para sua sexta temporada no Brasil. No país desde 96, Marc defendeu as equipes do Corinthians (RS) e o Flamengo. O armador fala aos internautas sobre sua vida e carreira nessa entrevista.

Você é considerado um dos melhores estrangeiros em atividade no Brasil, com atuações decisivas para sua equipe. Como você vê o atual momento de sua carreira?

Estou em uma ótima fase da minha carreira, venho melhorando meu desempenho ano a ano. Para mim, isso representa uma grande vitória. Muita gente nos Estados Unidos duvidava da minha capacidade de ser um bom jogador por me achar baixo, mas a cada temporada fui me aperfeiçoando e hoje sei que sou um bom armador.

Onde e quando você iniciou sua carreira?

Como quase todo americano, gosto de basquete desde menino. Comecei a jogar com nove anos de idade. Meu pai era técnico de uma universidade em Nova Jersey e por isso, sempre tive contato com o esporte. Minha primeira participação em equipe foi com 14 anos, no time da Columbia High School.
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Você está há cinco anos no Brasil. Quais as vantagens de morar aqui?

Gosto muito do clima do Brasil. Minha cidade natal, Nova Jersey é muito fria e eu prefiro o calor e praia. Aqui tive sorte de jogar em bons clubes e desenvolver bastante meu jogo.

Você tem planos para retornar ao basquete dos Estados Unidos?

O atleta tem que pensar ano por ano, não dá para fazer muitos planos. Esta será minha sexta temporada no Brasil. Estou aqui todo esse tempo porque só tenho recebido propostas boas. Gosto de viver aqui em época de campeonato e as férias passo na minha cidade, Nova Jersey.

Qual o conselho que você daria ao atleta estrangeiro que está começando a jogar no Brasil?

Quando você vai trabalhar em outro país, tem que ser muito cuidadoso. Procurar saber tudo sobre o clube e, principalmente se ele oferece boas condições de treinamento para o atleta.
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Quando você veio para cá, quais as maiores dificuldades que encontrou e como fez para superá-las?

Com certeza, meu primeiro desafio no Brasil foi a comunicação. Português é uma língua muito difícil de aprender. E no Sul, ao contrário do Rio, pouca gente falava inglês. Fiquei me sentindo isolado por algum tempo mas com paciência e atenção consegui aprender.

Quais as suas expectativas para o Nacional?

Acredito que o Unit/Uberlândia fará um grande campeonato. O clube tem uma grande estrutura, é bem organizado e conseguiu montar uma equipe bastante competitiva. Fizemos recentemente uma série de amistosos em que não fomos muito bem, mas foi bom para corrigir os nossos erros. Quanto à estreia contra o Fluminense, com certeza será uma partida muito difícil. Qualquer time treinado pelo Bial é muito duro de enfrentar, mas contamos com o apoio da nossa torcida e esperamos vencer o primeiro jogo em casa.

Como é jogar e morar numa cidade do interior?

É bem diferente. Eu morei no Rio antes de vir para cá e senti a diferença. A vida aqi é mais calma, tudo é mais lento. Mas eu estou gostando.
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Cite um momento especial no basquete.

Prefiro citar três. O início da minha carreira nos Estados Unidos e depois no Brasil, e o vice-campeonato no Nacional de 96, pelo Corinthians (RS).