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13/12/2004 - Fabianna Catunda Manfredi

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Fabianna Catunda Manfredi, de 22 anos, é um dos destaques da equipe do Santa Maria/São Caetano no Campeonato Nacional Feminino 2004. A armadora é a quarta melhor em assistências na competição, com média de 4,1 por partida (53 no total) e a sexta melhor em recuperação de bola, com 2,4 (31). Esses números ajudaram a equipe do São Caetano a conquistar a vaga para as semifinais do Nacional, que começam em janeiro. Agora, a atleta se prepara com dedicação para os playoffs, buscando estar na final da competição. Fabianna, que nasceu em São Paulo mas passou a infância e adolescência no Rio de Janeiro, jogou em clubes como Barra da Tijuca, ACF/Campos, BCN/Osasco e Fluminense, onde foi campeã do 1° Nacional Feminino, em 1998. Pala seleção brasileira, a jogadora foi campeã sul-americana juvenil (Venezuela – 2000), medalha de bronze na Copa América Juvenil (Argentina-2000), 7° lugar no Mundial Juvenil (República Tcheca-2001), medalha de prata na Copa América Sub-21 (Brasil-2002) e medalha de prata no Mundial Sub-21 (Croácia- 2003).
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Como você analisa a campanha do São Caetano na fase de classificação do Nacional?

Fizemos uma ótima campanha até aqui. Pensando um passo de cada vez, conseguimos o objetivo maior, que era a classificação direta para as semifinais. Isso graças a união e espírito de equipe do grupo, que não tem destaques individuais. Jogamos coletivamente, acreditando em nós e no excelente trabalho do Borracha.

Quais as expectativas para as semifinais?

Muito boas. Temos tempo para descansar e treinar bastante para o próximo desafio. Vamos procurar corrigir nossos erros e aperfeiçoar o que já vem dando certo, como nossa defesa. A marcação é o ponto forte da nossa equipe, o que vem facilitando muito o nosso contra-ataque.
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Fale um pouco sobre sua trajetória no basquete.

Comecei jogando na escolinha do meu condomínio, no Rio de Janeiro. Meu primeiro clube foi o Barra da Tijuca. Com 16 anos, fiz parte da equipe do Fluminense que conquistou o campeonato nacional de 98. Apesar de não jogado, aprendi bastante convivendo com grandes nomes do basquete, como Marta, Silvinha e a Hortência, que era supervisora da equipe. Depois joguei no BCN/Osasco onde conquistei alguns títulos nas categorias de base. Em 2002, joguei no ACF/Campos e estou no São Caetano desde o ano passado.

Quais os momentos mais marcantes de sua carreira?

Todos os títulos que conquistei me marcaram muito, mas o mais emocionante foi a medalha de prata no mundial sub-21 do ano passado, na Croácia. Foi um momento super emocionante, principalmente porque formávamos um grupo que jogava junto há muito tempo, tínhamos uma história nas seleções de base do Brasil. Foi uma grande superação para nós, depois do sétimo lugar no mundial juvenil de 2001. Aprendemos muito durante a competição. Depois da derrota para a França, vencemos as americanas, passamos a confiar ainda mais no nosso potencial e chegamos ao vice-campeonato. Foi a coroação de um trabalho de muitos anos de uma equipe.
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E o que mudou no seu jogo do mundial de 2003 até hoje?

Estou mais madura. Minha visão de jogo melhorou bastante com a experiência e hoje eu posso ajudar ainda mais a minha equipe, criando as jogadas e dando boas assistências às minhas companheiras.

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