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16/11/2004 - Kátia Regina dos Santos

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Kátia Regina dos Santos, do Santo André, é um dos destaques do Campeonato Nacional Feminino 2004. A ala-pivô de 21 anos é a cestinha da competição, com média de 17.1 pontos por partida (171 no total) e a segunda melhor jogadora em mais dois fundamentos: rebote, com média de 1.3 (79) e bloqueio, com média de 2.1 (17). Com esse rendimento, a atleta foi a jogadora mais eficiente do turno da competição. Kátia, que começou a jogar basquete com nove anos, em Suzano (SP), conquistou o vice-campeonato mundial sub-21 da Croácia, em 2003 e pelo Santo André, foi campeã do Nacional 99.

Como analisa a campanha do Santo André até aqui?

Para uma equipe jovem como a nossa, estamos indo bem. Conseguimos fazer bons jogos contra as equipes favoritas, como Americana e Ourinhos e ainda temos muito que evoluir. O nosso time tem uma forte defesa e conta com boas arremessadoras de três pontos que podem fazer a diferença em uma partida.
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O que a equipe precisa fazer para buscar a classificação para os playoffs?

Acho que está faltando um pouco mais de regularidade e concentração para colocarmos em prática tudo que treinamos. A defesa é outro ponto que nunca podemos descuidar, para garantir o nosso contra-ataque.

Você foi a jogadora mais eficiente e a cestinha do turno. A que se deve esse bom momento de sua carreira?

Ao meu amor pelo basquete e ao apoio da minha família e amigos. A temporada de 2003 e o campeonato paulista deste ano não foram momentos muito bons para mim. Enfrentei alguns problemas pessoais e me desconcentrei bastante, o que afetou tanto o meu desempenho em quadra que pensei até em desistir. Mas consegui superar isso graças aos puxões de orelha que recebi da Laís, do meu namorado e da minha família. Hoje valeu a pena e estou jogando muito bem, podendo ser útil para minha equipe.
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Quais os seus pontos fortes em quadra?

Meu arremesso de longe está muito bom. Além disso estou conseguindo brigar mais pela bola debaixo do garrafão. A minha maior característica em quadra é a calma. Sou tão tranqüila, que às vezes até me atrapalha um pouco. Vou conseguir melhorar isso aumentando a minha concentração, que sempre foi a minha grande dificuldade, mas já estou bem mais atenta, o que vem garantindo uma boa atuação no campeonato nacional.

Como começou a jogar basquete?

Comecei com nove anos, na escola onde estudava, em Suzano. Aos treze, fui para Santo André seguindo o conselho do meu técnico e estou aqui até hoje. É um grupo muito unido, a cidade gosta muito de basquete e a torcida sempre nos apóia nos momentos difíceis.
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Qual foi a maior emoção da sua carreira?

Foi a conquista do vice-campeonato mundial sub-21 no ano passado. Foi um momento maravilhoso. O grupo era basicamente o mesmo que havia ficado em 7º lugar no Mundial Juvenil dois anos antes e foi impressionante como evoluímos nesse período. Não esperávamos ir tão longe. Quando vencemos as americanas na primeira fase percebemos que estávamos no caminho certo e continuamos crescendo e o resultado foi o melhor possível.

Quais os seus planos para o futuro?

Meus sonhos são participar de uma Olimpíada e conseguir dar uma vida confortável para minha família. Por enquanto, não tenho muita vontade de jogar no exterior para não deixar meus parentes e meu namorado.

Deixe uma mensagem para os iniciantes do basquete.

Nunca desistir, qualquer que seja a dificuldade. Sempre vale a pena seguir com seus objetivos porque com determinação você chega lá.