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30/09/2004 - Miguel Ângelo da Luz

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O técnico Miguel Ângelo da Luz, campeão mundial feminino (Austrália/1994) e medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (Estados Unidos/1996), acaba de voltar de San Juan (Porto Rico), onde participou, de 20 a 28 de setembro, do Curso Técnico Continental de Treinadores – Projeto Solidariedade Olímpica. O curso faz parte de um programa da ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana) e teve como objetivo atualizar os técnicos de alto nível sobre as novas teorias de treinamento esportivo e os avanços das ciências aplicadas ao esporte. Miguel Ângelo foi o segundo treinador brasileiro, indicado pela Confederação Brasileira de Basketball, a participar desse evento, que contou com Jorge Guerra, o Guerrinha, na edição anterior.

Como foi o curso para treinadores em Porto Rico?

Foi uma semana de palestras e discussões importantes para a formação do treinador, com a participação de 35 técnicos de 25 países das Américas, proporcionando um interessante contato com outros profissionais do esporte.

O que foi ensinado?

O objetivo do curso é bastante amplo e foram abordados diversos temas, como arbitragem, psicologia, didática, nutrição e doping. Esses assuntos foram discutidos com mais profundidade, pois o evento visa a formação geral do treinador, passando informações necessárias para o treinamento e formação de uma equipe.

O que mais chamou a sua atenção no evento?

Algumas discussões foram extremamente úteis e trouxeram novidades para a minha bagagem profissional, sobretudo na parte didática. Os encontros sobre arbitragem foram excelentes porque discutimos pontos polêmicos como as marcações de faltas e atualização das regras. Recebemos também orientações sobre psicologia, principalmente para lidar com adolescentes e sobre nutrição, a respeito da alimentação ideal para o atleta antes, durante e depois dos jogos e treinamentos.
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Qual a sua avaliação sobre o curso?

Foi uma experiência muito válida. Percebi que, tecnicamente, o Brasil está muito bem. Os ensinamentos táticos e específicos sobre defesa e ataque não apresentaram tanta novidade e tiveram, na minha opinião, um espaço menor em relação a outros assuntos que já mencionei. Além disso, essa oportunidade me rendeu vários convites para falar sobre sistemas de jogo na América Latina, mostrando que o técnico brasileiro tem muito a contribuir para o basquete continental nesse sentido. Mas ainda falta uma formação mais ampla e uma estrutura para proporcionar essa formação. Por isso, esses cursos são muito úteis e mostram a importância de se ter uma escola para treinadores, como muitos países estão desenvolvendo. O objetivo agora é transmitir os conhecimentos adquiridos nesse curso a outros treinadores, fazendo a minha parte para ajudar o basquete brasileiro.