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21/09/2004 - Alex Ribeiro Garcia

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Em 2003, Alex Ribeiro Garcia foi contratado pelo San Antonio Spurs, mas sofreu uma série de contusões que o impediram de mostrar seu talento na NBA. Uma fratura no pé esquerdo, ainda na pré-temporada, deixou o ala de fora dos primeiros 33 jogos da temporada regular. Recuperado, Alex voltou a jogar em janeiro deste ano e participou de duas partidas, obtendo uma média de 1,5 pontos e 1,0 recuperações em seis minutos e meio. Mas uma lesão no joelho direito o afastou mais uma vez das quadras. Agora, totalmente recuperado e em excelente forma física e técnica, Alex se prepara para defender o New Orleans Hornets na temporada 2004/2005.

Fale um pouco do início da sua carreira, como e onde começou?

Quando criança, não gostava de basquete, sempre preferi futebol. Mas o meu irmão mais velho, Eduardo, jogava e me levou um dia para ver como era. Eu tinha 11 anos e trabalhava num supermercado, entregando mercadorias. Aí meus pais e meus dois irmãos mais velhos chegaram à conclusão de que eu deveria parar de trabalhar e me dedicar exclusivamente ao basquete. Fui me apaixonando pelo esporte e não consegui mais largar.
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Como foi a sua adaptação aos Estados Unidos?

Tive uma recepção boa e, por isso, a minha adaptação foi muito rápida. Todos em San Antonio me trataram muito bem e me deixarem muito a vontade para treinar.

Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou no início?

Em princípio, as maiores dificuldades foram a língua e a comida. Quando cheguei não sabia nada de inglês e, como naquela época eu estava sozinho, sentia muita falta da comida da minha esposa.

Como é ficar longe da família a maior parte do ano?

Na verdade eu só fiquei três meses longe da minha esposa Camila, com quem vivo junto por mais de três anos. Somente em dezembro ela foi para San Antonio ficar comigo. Longe de pai e mãe eu já estou acostumado, porque moro longe da minha família há mais de oito anos.
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Você se recuperou de uma contusão. Como está sua condição física agora?

Me recuperei e já estou pronto para iniciar a temporada 2004/205. Estou me sentindo muito bem e em ótima condição física.

Qual a expectativa para a próxima temporada?

Nesta temporada será tudo novo. Uma nova cidade, novos companheiros, novo técnico e nova estrutura. Quero me entrosar o mais rápido possível com o time para conhecer a forma e o estilo de jogo de cada jogador. Depois, vou mostrar meu basquete e se Deus quiser fazer muito sucesso.

Como é a rotina de treinamentos e jogos da NBA?

Ainda não começamos os treinamento em New Orleans, por isso vou falar da experiência que tive em San Antonio. Os treinos são muito mais puxados e os técnicos exigem muito mais dos jogadores do que no Brasil. A gente treina de duas a três horas com muita intensidade.
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Quais sua expectativa e as chances do Brasil na Copa América – Pré-Mundial 2005?

A expectativa é muito grande, pois ainda estou triste por não ter ajudado o Brasil a se classificar para a Olimpíada de Atenas. O que fizemos no Pré-Olímpico não foi suficiente. Tivemos a chance nas mãos e deixamos escapar por pequenos detalhes. Ano que vem será diferente e vamos fazer um excelente Pré-Mundial para garantir a presença do Brasil no Campeonato Mundial do Japão, em 2006.