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01/07/2004 - Valter Apolinário da Silva

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Aos 27 anos, Valter Apolinário da Silva, o Valtinho passa por um grande momento em sua carreira. O armador ajudou o Unit/Uberlândia a conquistar o título inédito do Campeonato Nacional Masculino 2004 e o segundo da sua carreira (foi campeão em 1999 pelo Franca/Marathon). A equipe mineira fechou em três a zero o playoff final (melhor de cinco jogos) contra o Flamengo/Petrobras(RJ). Além de ser eleito o MVP da competição, Valtinho foi o melhor nas assistências (média de 6,2 por jogo).

Como foi a emoção do título inédito?

Foi maravilhoso. Estou há três anos aqui e sei o quanto era importante para a cidade a conquista desse campeonato. Esse título é a coroação do trabalho de toda equipe, que se dedicou com o único objetivo de ser campeão do Nacional.

Qual o segredo do sucesso do Unit/Uberlândia?

O conjunto e a união foram fundamentais para os bons resultados da equipe. Todos fizeram a sua parte e contribuíram quando foi necessário. Além disso, a nossa organização defensiva funcionou bastante. Com isso, jogamos como gostamos, no contra-ataque, com muita velocidade. A experiência do grupo também ajudou para termos tranqüilidade nos momentos decisivos e encarar a responsabilidade de ser um dos favoritos da competição. O time foi montado realmente com o objetivo de ser campeão.
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Ficou surpreso em ser o MVP do Campeonato?

Fiquei muito surpreso, feliz e honrado. Qualquer jogador do Uberlândia poderia ter recebido esse prêmio, pois todos jogaram muito bem e eu só tenho a agradecer a eles, pois no meu trabalho como armador, ter a confiança dos companheiros é essencial para poder construir as jogadas.

Qual sua análise do Nacional 2004?

Foi uma competição muito forte. Alguns times melhoraram bastante em relação ao ano passado, tornando a disputa ainda mais equilibrada. Além da nossa equipe, Flamengo, Ajax e Corinthians foram destaques importantes, chegando merecidamente na fase semifinal da competição.
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E a importância da torcida para a equipe?

A população de Uberlândia nos apoiou o campeonato inteiro. As pessoas nos reconhecem na rua, cumprimentam, cobram, enfim, vivem o basquete na cidade. O que nos impressiona bastante é a forte presença de crianças nos jogos. É muito gratificante o carinho delas por nós. Isso tudo mostra que o basquete realmente caiu no gosto popular aqui na cidade. Por isso, foi muito legal fecharmos a série em casa, para comemorar o título com o público que foi fundamental nessa conquista.

O que o basquete representa para a sua vida?

Tudo. O assunto favorito em casa é basquete. Minha esposa e meu filho de nove anos adoram o esporte. Me considero um abençoado por ganhar a vida fazendo o que gosto, tendo meu talento reconhecido e poder proporcionar a mim e a família um bom padrão de vida, fruto do meu trabalho. As única desvantagens são as constantes viagens e viver longe da família. Por isso, as amizades que fazemos no basquete são muito importantes. Os jogadores costumam sempre se reunir em jantares, churrascos e isso acaba nos unindo ainda mais, dentro e fora de quadra.

Quais são os seus planos para a próxima temporada?

Gostaria de ficar em Uberlândia o máximo que puder. Para 2005, meu objetivo é ajudar o Unit/Uberlândia no Campeonato Nacional e conquistar o título que falta, o da Liga Sul-Americana. O vice-campeonato desse ano ficou engasgado na garganta e vamos buscar dar mais essa alegria para a nossa torcida.