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19/01/2001 - Israel Andrade

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Há 41 anos, no dia 17 de janeiro, nascia em Salvador, na Bahia, Israel Machado Campelo Andrade. Quinze anos depois, o pivô Israel trocava seus primeiros passes no Clube Carnavalesco Fantoche, na capital baiana. Nesses 25 anos de carreira, Israel defendeu o Corinthians (SP), Monte Líbano (SP), Guarulhos (SP), Liga Angrense (RJ), Jacareí (SP), Bandeirantes/Barueri (SP), Mackenzie/Barueri (SP) e ainda disputou sete temporadas na Itália. O jogador que vai disputar a partir do dia 28 deste mês o Nacional 2000 pela A Hebraica/Blue Life (SP), foi quatro vezes campeão brasileiro com o Monte Líbano (82, 84, 85 e 86). Na seleção brasileira Israel participou de três Olimpíadas, três Mundiais, quatro Sul-Americanos, uma Copa América e fez parte da equipe que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (1987). A primeira convocação para a seleção brasileira foi em 1979, no Sul-Americano Juvenil.

Existe algum segredo para estar bem em quadra aos 41 anos?

O segredo é fazer o que se gosta. Para mim, está sendo muito natural passar dos 40 anos jogando basquete, pois o meu trabalho me dá muito prazer. Estou bem fisicamente e minha vida pessoal está tranqüila, o que contribui sempre para um bom trabalho.

Qual a sua maior alegria e a maior tristeza?

A vida de um atleta tem muitos altos e baixos. Conquistei alguns títulos importantes com o Monte Líbano (foi tetracampeão brasileiro e vice mundial). Mas com certeza, a maior conquista foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 87. Tristezas tive algumas. A perda do título mundial interclubes e o fim da equipe de Jacareí, foram momentos difíceis.
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Com sua experiência, você se considera um líder na “A Hebraica”?

Não sou um líder, e sim um jogador mais velho e experiente que pode ajudar os mais jovens. Procuro passar para os atletas que estão começando o que aprendi nos clubes, na seleção brasileira e no exterior. É uma forma de colaborar no desenvolvimento deles.

Pela sua experiência em seleção brasileira e o convívio com atletas mais jovens em seu clube atual, como você vê o futuro do basquete masculino?

Acho que está surgindo uma geração muito promissora para o basquete, com muitos talentos novos se destacando em seus clubes. A seleção está passando por um importante momento de renovação e tenho certeza que os jovens que estão chegando têm condições de defender muito bem o nosso país.

Qual a sua expectativa para o CNBM 2001, na sua segunda temporada defendendo a Hebraica/Blue Life?

A expectativa é de que façamos um bom campeonato, principalmente depois do ótimo quinto lugar conquistado no Paulista. A nossa equipe mescla experiência e juventude e estamos muito empenhados em cumprir a nossa grande meta, que é chegar entre os oitos primeiros.
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Quais seus planos para o futuro?

Acho que daqui a uns dois anos eu paro. Nesse tempo, ficarei em quadra enquanto me sentir útil. Ainda não pensei como, mas não queria abandonar por completo o basquete. Talvez arrisque a carreira de técnico, mas ainda não tenho certeza.