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22/04/2004 - Ricardo Luis Probst

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Aos 28 anos, Ricardo Probst é um dos destaques do Londrina/TIM no Campeonato Nacional Masculino 2004. O ala/pivô lidera o ranking de eficiência (média de 22.8 pontos por partida) e é o segundo melhor reboteiro da competição (9.8 e 254 no total). Ricardo foi o primeiro jogador a fazer um TRIPLO-DUPLO (dois dígitos em três fundamentos) no Nacional 2004, anotando 31 pontos, 20 rebotes e 11 assistências, na vitória do Londrina/TIM sobre o Universo/BRB/DF por 98 a 91 na 13ª semana. Atualmente, o grande objetivo do jogador é a classificação para os playoffs da competição. Um dos mais experientes do clube londrinense, Ricardo, que nasceu em Blumenau (SC), foi duas vezes campeão paulista (em 1995, pelo Rio Claro e em 1997, pelo Franca) e campeão do Nacional 1998, pelo Franca.

Como você começou a jogar basquete?

Me interessei pelo basquete por influência do meu pai, que era veterano. Comecei a jogar nas divisões de base do Ipiranga, em Blumenau. Quando fiz 18 anos, fui para Rio Claro jogar no Polti/Vaporetto. Depois joguei no Palmeiras, Uberlândia, Franca, Casa Branca e estou no Londrina/TIM desde 2002.
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Qual sua análise do Nacional 2004 e quais são os favoritos ao título?

Essa edição está sendo uma das mais equilibradas que eu já vi. Hoje, só três equipes estão garantidas nos playoffs: Uberlândia, Flamengo e Ajax e há uma boa briga para as outras colocações. A distância entre o 4º e o 9º colocados é de apenas três derrotas, o que mostra o equilíbrio da competição. Acredito que os outros classificados, além da nossa equipe, serão Araraquara, Mogi, Campos e Minas. O Uberlândia é o grande favorito ao título, pois tem um grande elenco, com uma enorme qualidade técnica que superou todo o desgaste de jogar duas competições ao mesmo tempo.

E a campanha do Londrina/TIM?

Estamos fazendo uma temporada regular. Perdemos jogos inesperados, contra o Ulbra e o Blumenau. Foram partidas que abrimos vantagem mas não tivemos equilíbrio emocional para manter o placar. E esses pontos perdidos fizeram falta no final. Não conseguimos até agora uma boa seqüência de vitórias. Sempre ganhamos duas e perdemos uma. E é exatamente isso que precisamos para garantir a nossa classificação nessa reta final da primeira fase. Felizmente, só dependemos de nossos resultados. Agora precisamos ter sangue frio para alcançar os objetivos e pensar em um jogo de cada vez, rumo à classificação.
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Qual foi o melhor e o pior momento da equipe na competição?

Situações delicadas foram as derrotas para o Ulbra e o Blumenau, pois como já disse, foram inesperadas, além de perder para Uberlândia e Ajax, dentro do nosso ginásio. Em compensação, foi fantástico vencer o COC, atual campeão brasileiro, e Franca na casa deles, onde jogamos muito bem coletivamente. Hoje, atravessamos um bom momento. Vencemos o Universo/DF e estamos prontos para os próximos desafios. A comissão técnica está nos dando a motivação e confiança que precisamos para jogar com tranqüilidade. E quanto à equipe, cada jogador está consciente da sua responsabilidade no grupo.

Fale um pouco da importância da torcida para a equipe.

A cidade de Londrina abraçou o basquete com muito carinho. A torcida cobra muito, pois quer ver seu time vencer, mas sempre está nos dando a maior força, nos bons e maus momentos. Por exemplo, quando perdemos três partidas seguidas em casa, o público aumentou, mostrando a fidelidade do povo londrinense. O reconhecimento na rua é fantástico. As pessoas entendem o nosso esforço e nos parabenizam pelo trabalho.

Você tem expectativas de ser convocado para a seleção brasileira?

Defender o país é um sonho e um orgulho para qualquer atleta e eu não sou diferente. Fui campeão sul-americano Sub-22, em 1996, e um ano depois tive a minha primeira chance na equipe adulta, devido a boa temporada que fiz no Palmeiras e no Franca. Mas me faltava experiência. Hoje eu acho que estou mais maduro para enfrentar uma responsabilidade como essa.
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Como é o jogador Ricardo Probst?

Acima de tudo sou uma pessoa que ama jogar basquete. Gosto de marcar, arremessar, pegar rebote. Em quadra procuro produzir o que o jogo pede. Por exemplo, na partida contra o Universo/DF, fiz 11 assistências, o que não é o meu forte. Isso porque a marcação em cima de mim foi aumentando e aí tive que aproveitar outras oportunidades para servir à equipe. Não adianta você se especializar em um fundamento, tem que buscar um bom volume de jogo, para ser sempre útil ao grupo.

Quais os seus ídolos no basquete? Você se inspirou em alguém?

Muitas pessoas me ajudaram na minha carreira, mas dois atletas se destacam. O americano Patterson e o Chuí. Eles ensinaram muito, especialmente sobre dedicação nos treinamentos e companheirismo. Por isso, me espelho muito neles. Eu e o Patterson sempre chegávamos no treino mais cedo para treinar arremessos, e isso me trouxe muita disciplina. Agora tento fazer o mesmo aqui em Londrina, passando a minha experiência aos mais novos e buscando ajudar no que for possível dentro e fora de quadra.
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Uma mensagem para os iniciantes no basquete.

O mais importante é amar o esporte e gostar de treinar. A vida de atleta é difícil, você tem que abrir mão de parte de sua vida social, mas vale a pena, principalmente quando as pessoas reconhecem o seu trabalho.