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22/03/2004 - Helen Cristina Santos Luz

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Aos 31 anos, Helen Luz encara o desafio de jogar na Rússia, defendendo o Dynamo Novosibirsk. A armadora da seleção brasileira se prepara para disputar sua terceira olimpíada e subir ao pódio mais uma vez (Helen foi medalha de bronze em 2000 – Sydney). Campeã mundial em 1994, tetracampeã sul-americana, bicampeã da Copa América e campeã do Torneio Pré-Olímpico das Américas, Helen fala da experiência de morar em um país tão diferente e das expectativas para os Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto.

Como está sendo a experiência de jogar na Rússia?

Tem sido uma experiência bastante proveitosa. Eu sempre fui admiradora do basquete russo e agora tenho a oportunidade de mostrar o meu jogo aqui.

Como você compara a forma de jogar na Rússia e no Brasil?

São muito diferentes. O estilo russo é mais técnico, tático e com menos velocidade, mais cadenciado. No Brasil, o jogo é técnico, veloz e também mais criativo.
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Você saiu de um país tropical e para um país ártico. Como foi sua adaptação ao clima da Rússia?

Quando cheguei foi assustador. O termômetro marcava 30º negativos. Nunca estive num país com um inverno tão rigoroso. Agora estou mais adaptada ao frio. Já acho bom quando a temperatura fica em torno de 5 ou 8 graus negativos.

Qual sua expectativa para as Olimpíadas de Atenas?

Como todas as edições, esta também será muito difícil. Penso que o treinamento técnico, físico e, principalmente, o psicológico, se forem bem executados, vão fazer a diferença. Acredito que se o técnico Barbosa conseguir explorar o melhor de cada jogadora podemos sonhar com mais uma medalha olímpica para o basquete brasileiro.
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O Brasil está no grupo da Rússia, Grécia, Austrália, Japão e Nigéria. Que análise você faz desse grupo?

É uma chave difícil, bastante equilibrada, formada por equipes que conhecemos e sabemos de suas características. Mas eu acho que em uma Olimpíada não podemos escolher adversários. Se todos estão classificados é porque são os melhores. Vamos a jogar com equipes do mesmo nível e a chance de conseguir uma boa colocação no grupo dependerá do nosso psicológico.

E quem são os favoritos para ganhar as medalhas olímpicas?

Estados Unidos, Brasil, Austrália, Rússia. Espanha pode ser a surpresa dependendo do seu cruzamento. As espanholas surpreenderam com o quinto lugar no último mundial, mostrando grande evolução do esporte no país.
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Quais são seus planos para depois dos Jogos Olímpicos?

Pretendo continuar jogando na Europa, pois esse intercâmbio com outras escolas vem sendo muito útil para o meu crescimento profissional e pessoal.