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08/03/2004 - Marco Aurélio Pegolo dos Santos

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Aos 40 anos, Marco Aurélio Pegolo dos Santos, o Chuí, realiza o sonho profissional de se tornar técnico de basquete. Após 24 anos, o ala do Franca aceitou o convite para assumir o comando da equipe no Nacional Masculino 2004, onde estava atuando como jogador. E a mudança parece que deu certo: venceu três dos quatro jogos disputados (perdeu apenas para o COC por 81 a 80). A mudança repentina marca a despedida de um dos grandes nomes do basquete francano. Chuí é o recordista de jogos e pontos com a camisa de Franca (marcou 14.845 pontos em 959 partidas) e agora luta para classificar seu clube para os playoffs do Nacional. Experiência em decisões não falta ao novo treinador, que é pentacampeão do Nacional e, pela seleção brasileira, foi bicampeão sul-americano (1989 e 1993), medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, na Argentina (1995) e participou do Campeonato Mundial da Grécia (1998).
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Quais as chances do Franca se classificar para os playoffs do Nacional quem são os favoritos ao título?

As nossas expectativas são boas. Conseguimos nos recuperar e vencer partidas importantes em casa. Agora precisamos ganhar algumas nas quadras adversárias para garantir a classificação. A equipe está animada e treina com muita dedicação em busca da vaga. Acho que os favoritos são aqueles que mais investiram, como o COC, que tem um grande conjunto. Uberlândia, devido ao ótimo elenco, além de outras equipes que contam com um boa estrutura, como o Ajax e o Minas.

Por que você aceitou assumir a função de técnico?

Aceitei principalmente porque a diretoria me convidou para realizar um trabalho a longo prazo e me deu uma ótima liberdade para trabalhar com a equipe. Sempre tive o sonho de trabalhar como técnico, me formei em Educação Física e venho me preparando para isso.

O que o basquete pode esperar do técnico Chuí?

Apesar de sempre ter pensado em ser técnico, tudo aconteceu muito depressa e foi uma grande surpresa para mim. Ainda não tive nem tempo de pensar no que tudo isso significa. O que a equipe de Franca tem é um treinador que está bastante empenhado em ajudar a equipe e sabe que ainda tem muito o que estudar.
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O que representa ser o atleta com o maior número de jogos e pontos com a camisa do Franca Basquete?

É muito gratificante. Comecei na equipe juvenil do Franca em 1980 e encerrar minha carreira como jogador aqui mostra que a minha relação com o clube e a cidade é muito boa. Já joguei em outros clubes mas acabei voltando, porque aqui o time nunca acaba e o atleta é muito respeitado. Tenho orgulho de fazer parte da história desse grande clube.

Qual a maior alegria e a maior tristeza como jogador?

Não dá para escolher um só momento alegre. Felizmente, tive vários. O meu primeiro título brasileiro, pelo Sírio, foi um deles. A temporada nos Lençóis Paulista, onde fomos campeões paulistas e vice brasileiros também foi ótima, além do tricampeonato brasileiro pelo Franca. Dificuldades sempre aparecem e a gente tem que encará-las como lição para melhorarmos. Agora, tristeza mesmo é jogar sem receber salários e, infelizmente, já tive que passar por isso.
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Em 24 anos como jogador, quais atletas e técnicos que mais marcaram sua carreira?

Seria injusto apontar um nome. Vários técnicos marcaram minha carreira e me ajudaram muito na minha formação de jogador, como Hélio Rubens Garcia, Cláudio Mortari e o Mike Frink. Quanto aos jogadores, me vêem à lembrança os companheiros de títulos, como Demétrius, Rogério, Vargas, Helinho, entre outros.

Mensagem aos iniciantes no basquete.

O esporte em geral é muito bonito. Quem tem vontade de se dedicar, deve ter disciplina e saber viver em grupo.