Imprensa

19/02/2004 - Renato Lamas Pinto

img
Depois de ajudar o COC/Ribeirão Preto a garantir uma vaga nas quartas-de-final da 8ª Liga Sul-Americana de Clubes, o ala Renato Lamas volta a concentrar suas forças para o Campeonato Nacional 2004. O atleta mais eficiente da terceira semana da competição fala sobre o ótimo momento profissional que está passando. Com média de 21,4 pontos e 4,9 assistências por partida, Renato é uma das referências da nova geração do basquete brasileiro e do COC/Ribeirão Preto, tricampeão paulista e que busca o bicampeonato do Nacional Masculino.

Quais as expectativas para a segunda fase da Liga Sul-Americana, contra o Boca Juniors, da Argentina?

Estamos encarando essa competição com muita seriedade para buscar esse título para a cidade de Ribeirão Preto e para o Brasil. Enfrentar a tradicional equipe argentina do Boca Juniors é difícil, mas traz muita motivação tanto para o time quanto para a torcida, porque com certeza serão excelentes jogos.
img

Como você analisa o Campeonato Nacional 2004?

Como todos esperavam, o equilíbrio é enorme, o que faz todos os jogos serem bastante emocionantes. Nenhuma equipe pode vacilar, especialmente nas partidas dentro de casa. Para mim, cinco equipes aparecem como favoritas: COC/Ribeirão Preto, Unit/Uberlândia, Corinthians/UMC, Universo/Ajax e ACF Campos/Universo.

Por quê são as favoritas?

O COC, pelo conjunto, que é muito forte e entrosado. O Campos, atual campeão carioca, é um time jovem, bem treinado pelo técnico Guerrinha e que ainda vai crescer muito na competição. Uberlândia, Corinthians e Ajax têm jogadores experientes e talentosos que fazem a diferença, capazes de decidir uma partida.

Para você, quem são os destaques do Nacional até agora?

O pivô Pipoka, que com 40 anos, está jogando muito e desde o Campeonato Paulista 2003 vem mostrando um rendimento invejável. Também destaco os alas Márcio (Campos) e Vanderlei (Ajax), os armadores Valtinho e Helinho (ambos do Uberlândia) e o pivô Janjão (Ajax).
img

Fale um pouco do seu momento atual na equipe?

Estou em uma fase muito especial da minha carreira. Sou um jogador jovem, com 25 anos, mas já tenho grande experiência. Amadureci muito e meu jogo vem evoluindo bastante. Especialmente dos playoffs do Campeonato Paulista para cá, o que vem fazendo diferença é a melhora na parte física. Fiz um trabalho muito sério e ganhei sete quilos de massa muscular. Meu condicionamento físico melhorou demais. Estou jogando mais tempo e cansando menos, podendo ser mais útil para minha equipe e mantendo uma importante regularidade nos jogos.

Como é o seu relacionamento com os atletas mais jovens da equipe?

É maravilhoso. O COC faz um ótimo trabalho nas categorias de base e hoje temos cerca de 18 atletas cadete e juvenil convivendo com o time adulto. É muito bom ser admirado por essa garotada. Faço o possível para ajudar, dando conselhos e até umas broncas. É a minha vez de retribuir a ajuda dos jogadores mais experientes quando era mais novo. Atletas como Vanderlei, Jeffty, Janjão e Josuel me ensinaram muito, me tratavam com respeito e foram importantes na minha formação como jogador.
img

Quais as chances do Brasil no Sul-Americano, em julho?

Vamos defender o nosso título conquistado em 2001. Temos todas as condições de conquistar o bicampeonato e manter a hegemonia do continente. Espero poder ajudar o grupo nessa tarefa.

Deixe uma mensagem para os iniciantes no basquete.

Não desanime diante das dificuldades, lute sempre por seus objetivos.