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13/02/2004 - Jefferson William

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O ala Jefferson William, do Paulistano/UNIFMU, é um dos jovens talentos que vêm se destacando no 15 Campeonato Nacional Masculino. Segundo cestinha da competição, com a média de 21.7 pontos e 130 no geral, Jefferson é um dos responsáveis pela boa campanha da equipe paulista, que tem três vitórias em seis partidas. De volta à São Paulo, depois de uma temporada em Londrina e um ano jogando nos Estados Unidos, o ala vive um grande momento em sua carreira. Além de buscar uma vaga para o Paulistano nos playoffs do Nacional, Jefferson espera ter mais uma oportunidade na seleção brasileira (participou da preparação para o Sul-Americano 2003) e sonha jogar na Europa ainda este ano.

Como você começou a jogar basquete?

Comecei com dez anos no Clube Regatas Tietê, junto com meus dois irmãos. Com quinze anos, fui jogar nas categorias de base do Hebraica. Nessa época fui bicampeão brasileiro pela seleção paulista. Depois fui estudar nos Estados Unidos e voltei ao Brasil para defender a equipe de Londrina no Nacional 2003. Estou no Paulistano há seis meses.

Como foi a mudança de Londrina para o Paulistano?

Ótima em todos os sentidos. No lado pessoal, porque minha família está toda aqui na cidade e no profissional porque o Paulistano é um grande clube. Já conhecia e admirava o trabalho do técnico José Neto, pois sempre joguei contra as equipes dele nas categorias de base.
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O Paulistano está fazendo uma boa campanha no Nacional?

Estamos dentro das nossas expectativas, nos mantendo na zona de classificação. O entrosamento vem melhorando a cada jogo e isso motiva ainda mais a equipe. Formamos um grupo muito unido e dedicado em busca de um objetivo, que é conseguir uma vaga para os playoffs. Para isso, temos a nosso favor a juventude e a velocidade.

Qual sua análise do Campeonato Nacional 2004?

É uma competição de altíssimo nível. Acho que Uberlândia e COC estão um pouco acima e são favoritos ao título, mas as outras 14 equipes estão muito equilibradas.
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E o que você acha do seu desempenho na equipe?

Acho que estou passando por um ótimo momento da minha carreira. Minha maior característica é o jogo ofensivo. Na defesa, procuro ajudar nos rebotes. A velocidade da nossa equipe facilita meu jogo, além, claro, do talento do armador Marcelinho, que faz ótimas assistências.

Fale um pouco sobre sua experiência nos Estados Unidos?

Fui para lá com 18 anos para estudar e aprendi a me virar sozinho. Jogava no Arizona West College, estudava e trabalhava como garçom no refeitório da faculdade. No início estranhei um pouco pois o jogo é mais pesado. Depois me acostumei e fiz uma boa temporada. Quando decidi voltar, era o terceiro cestinha do Júnior College.
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Quais os planos para o futuro?

Gostaria muito de jogar na Europa, principalmente na Itália ou na Espanha, que têm ótimas equipes. Depois, quem sabe, não realizo meu sonho de ir para a NBA. Também pretendo voltar a cursar a faculdade de Educação Física.

Que mensagem você deixa para os iniciantes no basquete?

Nunca desista. Eu pensei em parar quando estava nos Estados Unidos, mas reagi, consegui superar as dificuldades e hoje estou aproveitando um bom momento na minha carreira. Não se deixe abater. Treine forte e, se possível, não deixe de estudar.