Imprensa

09/02/2004 - André Matoso da Silva

img
O pivô André Matoso da Silva, o Gema, é um dos destaques do 15º Campeonato Nacional Masculino, defendendo o Flamengo/Petrobras. O clube carioca lidera a competição, com 85.7% de aproveitamento em sete jogos (6 vitórias e uma derrota). Com 103 pontos e 47 rebotes, Gema é o cestinha e o reboteiro da equipe rubro-negra. Esse carioca de 32 anos fala de sua carreira e da ótima campanha realizada até agora pelo Flamengo, clube onde começou a jogar com 12 anos de idade.

A que você atribui o sucesso da equipe?

Esses resultados são fruto de treinamento e, principalmente, de disciplina tática. No Campeonato Estadual, por exemplo, o time se baseava no individual. Hoje, o jogo é absolutamente coletivo e a equipe assimilou muito bem a filosofia de jogo trazida pelo técnico Emmanuel Bonfim, com uma defesa forte e jogo de equipe, sem individualismos.
img

Qual a expectativa do Flamengo na competição?

A nossa primeira meta é a classificação para os playoffs. Depois, é praticamente outro campeonato e vamos ver como a equipe se comporta. Essa sequência de vitórias deu confiança a equipe, mas temos que manter os pés no chão e buscar melhorar a cada partida para alcançar nossos objetivos.

Como você explica o seu rendimento já que é o cestinha e o reboteiro do Flamengo na competição?

Procuro ajudar ao máximo e sempre tive característica de pontuador. Como o Flamengo força muito as jogadas dentro do garrafão, os arremessos acabam sobrando para mim. Apesar de ter bons números no rebote, acho que ainda tenho muito o que melhorar nesse fundamento, para ajudar ainda mais nos contra-ataques.
img

Sendo um dos jogadores mais experientes do Flamengo, como é a sua relação com os mais jovens?

Muito boa. Procuro sempre usar minha experiência para orientar os mais novos, principalmente nos momentos de pressão psicológica. Procuro ajudar como fui ajudado quando era mais novo. Conselhos de atletas como Maury, Marcel e Paulinho Villas Boas foram muito úteis para meu desempenho em quadra e procuro fazer o mesmo agora no Flamengo.

Qual sua análise do Campeonato Nacional?

A cada ano a disputa fica mais equilibrada. Novos talentos dão ainda mais força à competição. As equipes têm que estar concentradas e não podem vacilar, porque um pontinho vai fazer grande diferença no final. O que vai fazer a diferença é o mando de quadra. As equipes têm que garantir as vitórias dentro de casa e buscar pelo menos, a cada dois jogos fora, vencer um.
img

Por que o apelido Gema?

Ganhei o apelido quando jogava no infantil do Flamengo. Um tio me trouxe dos Estados Unidos um tênis amarelo. A cor era muito forte e chamava bastante atenção da garotada. Os amigos começaram a falar que meu pé parecia uma gema de ovo. Aí começaram a me chamar de Gema e ficou até hoje.

Deixe uma mensagem para os iniciantes no basquete.

Nunca desista, apesar das dificuldades que aparecerem no caminho. Todo o esforço vale a pena. Quando comecei, morava em Cascadura e treinava na Gávea. Pegava dois ônibus e passava boa parte do dia no trânsito. A minha persistência foi compensada. O basquete me trouxe várias conquistas, além das amizades que fiz nesses anos todos de carreira.