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12/01/2001 - Janeth Arcain

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Depois da medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney e a de prata em Atlanta (96), Janeth Arcain, de 31 anos, sonha completar sua coleção olímpica em 2004, na Grécia, com a medalha de ouro. Para isso, planeja mais quatro anos de trabalho e dedicação integral ao basquete. Trabalho que a transformou na melhor jogadora brasileira na atualidade. Em 111 jogos pela seleção brasileira e 1.702 pontos marcados, a ala do Vasco da Gama não para de colecionar títulos. Além dos dois pódios olímpicos, foi campeã no Mundial da Austrália (94), medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana (91) e pentacampeã sul-americana. Seu currículo nos clubes também impressiona: tetracampeã da WNBA pelo Houston Comets (97, 98, 99 e 2000); campeã do Nacional (99) por Santo André; campeã carioca pelo Vasco (2000); e pentacampeã da Taça Brasil. Confira a entrevista.

Como você analisa esse momento de sua carreira ao ser considerada a melhor jogadora do Brasil?

Acredito que estou vivendo o melhor momento na minha carreira, onde tudo que plantei no passado estou colhendo agora. Tenho certeza de que com a minha dedicação, paciência e vontade de vencer, ainda vou dar muita alegria as pessoas que gostam de basquete.
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Você já obteve duas medalhas olímpicas: prata em Atlanta (96) e bronze em Sydney (2000). O que essas conquistas representam para você?

Atlanta foi a Olimpíada da afirmação, e Sydney a da superação. Foram momentos diferentes, pois em Atlanta apesar de ter sido a cestinha brasileira, estava há seis meses sem patrocínio. Felizmente o resultado me ajudou muito pois quando voltei para o Brasil, logo apareceu o patrocínio. Em Sydney, foi o oposto. Já estava em uma equipe, que é o Vasco, mas tinha uma cobrança muito grande, que era de manter o pódio e a responsabilidade de comandar uma geração que esta em fase de transição.

Em Sydney, além da medalha de bronze, você conquistou o título de cestinha dos Jogos Olímpicos.

Foi mais um momento de repleta realização e respeito internacional, pois hoje estou feliz em fazer parte da elite do basquete e elevar o nome do Brasil.

Como você vê o caminho da seleção feminina até o Mundial de 2002 na China?

Vejo um caminho muito promissor, pois não temos que provar nada para ninguém e sim para nós mesmas. Dessa forma, o caminho até o Mundial fica mais reto. E tenho certeza que esse grupo continuará mantendo o nome do Brasil entre os quatro primeiros no ranking mundial por muito tempo.
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Você já conquistou quatro títulos da WNBA e um importante espaço no basquete norte-americano. Quais são suas expectativas para a próxima temporada?

Ainda estou em negociação com algumas equipes da WNBA. Tudo será resolvido nesse mês, por isso ainda não sei se volto para o Houston.

O que as conquistas na seleção e na WNBA representam na sua carreira?

É a recompensa de toda uma dedicação, luta, superação, sonho e alegria. É também o reconhecimento nacional e internacional.
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Nessa temporada você trocou São Paulo pelo Rio. Como está sendo essa experiência?

É um momento inovador, onde mais uma semente esta sendo plantada para ser colhida no futuro. O Vasco apesar de não ter um grande rival, como outro time de futebol, já abriu as portas para sedimentar o basquete feminino no Rio de Janeiro.

Como é jogar no Vasco da Gama?

É fazer parte de uma grande família, e lutar por um só ideal.
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Quais são seus planos profissionais e pessoais para o futuro?

Ser campeã brasileira pelo Vasco da Gama, ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas de 2004 e continuar no esporte depois que parar de jogar. No campo pessoal, quero constituir uma família, e viver a alegria de ser mãe.