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18/12/2003 - Antônio Carlos Vendramini

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No comando da equipe do Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos, o técnico Antônio Carlos Vendramini está próximo de conquistar o título invicto do Campeonato Nacional Feminino 2003. Com 14 vitórias consecutivas, a equipe de Ourinhos se prepara para as semifinais, em janeiro, contra o vencedor do confronto entre São Paulo/Guaru e Black&Decker/Uberaba. Em seu currículo, Vendramini acumula títulos importantes: duas vezes campeão mundial de clubes, campeão pan-americano, seis vezes campeão sul-americano, nove vezes campeão paulista, seis vezes campeão da Taça Brasil e duas vezes campeão do Nacional.

Como você analisa o desempenho da equipe nessa primeira fase?

A fase de classificação foi muito boa. Mesmo tendo recebido algumas atletas pouco tempo antes da competição começar, o entrosamento do grupo foi rápido. A evolução da equipe foi gradativa. A cada partida fomos melhorando e conseguimos nos classificar para as semifinais invictos. Sabemos que é difícil manter a invencibilidade durante tantos jogos, mas alcançamos esse grande resultado.
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Quais são as características da equipe de Ourinhos?

Nosso ponto forte é o conjunto. Temos grandes valores individuais como a Silvinha e a Janeth, que são jogadoras experientes e ajudam a comandar a equipe em quadra. As pivôs Érika e Eliane também atuaram muito bem no turno e no returno. Não foi nenhuma surpresa o desempenho das duas, pois eu já sabia do potencial delas. Algumas atletas sobressaíram mais do que outras em alguns jogos, mas o time todo merece destaque. O importante é que o elenco inteiro está focado no único objetivo que é conquistar o título.
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E as expectativas para a fase semifinal contra Uberaba ou São Paulo/Guaru?

Vamos ter um recesso para o fim de ano e isso será muito bom para a equipe. Com a série de jogos e viagens, o treino acaba sendo mais leve. Não acredito que vá faltar ritmo para a equipe. Acho que paramos no momento certo. Vamos ter tempo de recuperar algumas jogadoras que estão contundidas e treinar forte para as semifinais. Nos playoffs zera tudo, é uma outra competição. As equipes vão para o tudo ou nada e, por isso, não vamos ter jogo fácil. Qualquer que seja o adversário, os confrontos serão muito equilibrados.

Como é para um técnico lidar com tanto favoritismo junto à equipe?

Não é a primeira vez que comando um time que é favorito a conquistar títulos. Todos os dias a gente procura manter os pés no chão. Em qualquer lugar da cidade que a gente vá, escutamos o grito de é campeão, mas nós sabemos que não é bem assim. Ainda falta um pouco para chegar lá. Mas como todo bom elenco, sabemos administrar essa euforia que estamos vivenciando.

Em 1998, você comandou o Fluminense, que tem o recorde de 15 vitórias consecutivas. Em 2001, foram 14 pelo Paraná Basquete. Hoje, você pode quebrar esses recordes e ainda tem chances de conquistar o título invicto. O que significa essas marcas para a sua carreira?

Superar marcas, atuações ou qualquer outra coisa é sempre muito bom. É o que a gente busca na vida. Quebrar esses recordes é uma motivação a mais para mim e para a equipe. Eu me sinto como um iniciante. As meninas também acham importante marcar a história do basquete brasileiro para sempre.
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Defina o técnico Vendramini.

Eu tenho uma filosofia própria de quadra e acho que a minha maior virtude é ter o grupo na mão. O relacionamento fora da quadra também é muito importante para fortalecer uma equipe. Sempre busco manter a união do time.

Que título você considera o mais importante da sua carreira?

Vibrei com todas as minhas conquistas, desde os títulos mundiais interclubes até os campeonatos regionais. Mas acho que o melhor é aquele que estar por vir.
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Como você vê as chances do Brasil na Olimpíada de Atenas, em 2004?

O Brasil é favorito em qualquer competição e em Atenas não será diferente. A seleção brasileira, com uma preparação adequada, tem grandes chances de ganhar a terceira medalha olímpica, inclusive a inédita de ouro.