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02/12/2003 - Milton Setrini Júnior, o Carioquinha

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Aos 52 anos, o técnico, Milton Setrini Júnior, o Carioquinha, acaba de conquistar o título invicto da Supercopa Brasil e garantir a presença de sua equipe, o Universo/DF, no Campeonato Nacional Masculino de 2004. Depois de treinar equipes como Limeira, Jacareí, Uberlândia e Blumenau, Carioquinha agora tem como objetivo ajudar a capital federal a ser mais um grande pólo do basquete brasileiro. Experiência para isso não falta ao ex-atleta que começou a jogar basquete aos oito anos de idade. Ainda comemorando a importante conquista, o treinador fala do atual momento de sua carreira e dos planos para próxima temporada.

Como é a emoção de colocar Brasília no Campeonato Nacional 2004?

É uma sensação maravilhosa do dever cumprido. Conseguimos atender às expectativas do clube e da cidade, que esperava muito por esse momento. Foi um grande trabalho realizado em pouco tempo. O pontapé inicial para essa conquista foi o título de campeonato brasiliense. Depois conseguimos vencer a Copa Brasil Centro-Oeste e finalmente, o título da Supercopa veio coroar a dedicação e o talento dessa grande equipe.
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Qual o segredo do sucesso do Universo na Supercopa?

O fator fundamental para as vitórias foi, sem dúvida, a união do grupo em torno de um objetivo comum, que era a vaga para o Nacional. O time todo estava comprometido com essa meta e não poupamos esforços para alcança-la. O resultado foi o bom desempenho nas partidas e o título.

Faça uma análise da Supercopa Brasil.

Foi uma competição muito difícil e equilibrada. Uma vaga no Campeonato Nacional é uma motivação imensa que fez todas as equipes lutarem muito em quadra. Os times que mais me impressionaram foram Hebraica e Paulistano, que têm um conjunto excelente e são muito bem treinadas.
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Quais os planos para 2004?

Fazer uma boa campanha no Campeonato Nacional. Nos próximos dias vou me reunir com a diretoria da equipe para traçar as meta para o próximo ano, conversar sobre as condições que teremos para compor o elenco e começar a contratar alguns jogadores.

Você já treinou equipes de várias cidades do país. Como está sendo a experiência no Distrito Federal?

Excelente. O povo daqui gosta muito de basquete e vem dando um apoio enorme a nossa equipe. Além disso, eu adoro o desafio de começar um trabalho, de montar uma equipe. Brasília é uma cidade com potencial incrível para se tornar mais um grande pólo do basquete nacional e fazer parte dessa história é ótimo para qualquer treinador.
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Como é o técnico Carioquinha?

Minha maior característica é o respeito pelo jogador. Sou exigente, mas não sou de xingar nem de berrar muito com o atleta. Acho que é fruto da minha experiência de mais de trinta anos como jogador. Minha filosofia de jogo é montar uma defesa forte e jogar com alegria, para frente. Gosto do jogo espetáculo, que encanta o público, não esquecendo da disciplina tática claro. O que me deixa chateado é ver um atleta com potencial mas não desenvolvê-lo e que não aprende com seus erros. Para mim, às vezes, o mais importante não é vencer ou perder uma partida, é aproveita-la para aperfeiçoar o atleta e o grupo.