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03/10/2003 - Alex Garcia Ribeiro

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O ala Alex Ribeiro Garcia, de 23 anos, nasceu em Orlândia, no interior de São Paulo. Começou trabalhar cedo num supermercado, entregando mercadorias. Quando tinha 11 anos, seus pais e seus dois irmãos mais velhos chegaram à conclusão que Alex deveria se dedicar exclusivamente ao basquete. E a estratégia familiar deu certo. O ala fez uma bela carreira na equipe do COC/Ribeirão Preto, time pelo qual foi campeão brasileiro este ano e bicampeão paulista (2001/2002). Na seleção brasileira, Alex foi campeão sul-americano e conquistou a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo na temporada 2003. Esta semana, Alex assinou contrato com o San Antonio Spurs, o atual campeão da NBA (liga profissional americana de basquete).
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Como surgiu a proposta e qual sua reação com a notícia da permanência no Santo Antonio?

Com muita alegria. A proposta surgiu no Pré-Olímpico de San Juan, em Porto Rico, no mês de agosto, depois da partida contra os Estados Unidos. Estava cheio de olheiros por lá, inclusive o Gregg Popovich, que é o técnico do Santo Antonio. É a realização de um sonho. Qual atleta não quer jogar entre os melhores do mundo? Treinar com astros como Tim Duncan e Tony Parker é sensacional. Só vê-los com a bola já é uma emoção muito grande.

Como foi a semana de testes no Texas?

Foram dois períodos de treinos, de manhã e de tarde e na primeira semana, cansei muito rápido, pois o ritmo é impressionante. Eles juntam tudo: coordenação motora, musculação, movimentação de perna, de braço: exigem que a gente pule e saiba cair sem ir para frente ou para trás. Você não pode viajar, se distrair um minuto. A concentração tem de ser total.
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De Ribeirão Preto para o Santo Antonio. Dá para explicar?

Quando estou na cama, fico pensando em tudo isso que está acontecendo na minha vida. Ontem, via os caras pela tevê; agora, estou treinando com eles. Ainda não acredito que estou aqui, treinando no melhor time do mundo. Estou consciente que é um contrato de risco O que significa que até 10 de janeiro o compromisso pode ser rescindido a qualquer momento. Posso acordar amanhã e ser demitido. Por isso estou fazendo e vou fazer de tudo para cumprir o que for exigido nos treinos duros e ficar aqui.

Para quem você dedica essa ida para a NBA?

À minha família que, como expliquei, me deu a oportunidade de jogar só basquete. Meus irmãos continuaram a trabalhar duro, e eu só treinava. Tenho obrigação de retribuir.
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Fale um pouco do início da sua carreira, como e onde começou?

Quando criança, não gostava de basquete, sempre preferi futebol. Mas o meu irmão mais velho, Eduardo, jogava e me levou um dia para ver como era. Eu tinha 11 anos e trabalhava num supermercado, entregando mercadorias. Aí meus pais e meus dois irmãos mais velhos chegaram à conclusão de que eu deveria parar de trabalhar e me dedicar exclusivamente ao basquete. Fui me apaixonando pelo esporte e não consegui mais largar.

Qual o título mais importante da sua carreira?

Vou destacar dois. O título de campeão do Nacional 2003, pelo COC/Ribeirão Preto, e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos 2003.

Uma mensagem para os iniciantes no basquete.

Para vencer no esporte, é preciso ter muita força de vontade, ser bastante disciplinado e dedicado. Caso contrário, não se consegue chegar muito longe.