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28/07/2003 - Marcelo Magalhães Machado

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O ala Marcelinho acaba de aumentar sua coleção de títulos. O jogador foi um dos destaques do Brasil no 40º Campeonato Sul-Americano, onde a seleção, dirigida por Lula Ferreira, derrotou na final a Argentina por 83 a 80 e conquistou o título pela 16º vez. Cestinha de três pontos, Marcelinho aparece entre os dez melhores em mais quatro fundamentos (cestinha, assistência, lances-livres e recuperação de bola). Aos 28 anos, o ala, que defendeu o clube italiano Rimini Crabs na última temporada, fala do atual momento da carreira e sobre os próximos desafios da temporada: os Jogos Pan-Americanos (2 a 6 de agosto) e o Torneio Pré-Olímpico (20 a 31 de agosto).

O que representa esse título sul-americano para o basquete brasileiro?

Um título é sempre a coroação de um trabalho. Mas esse tem uma importância especial, pois significa que começamos bem a caminhada pela vaga olímpica, que é o nosso grande objetivo na temporada. Além disso, aumenta o moral e dá mais confiança para o grupo. Agora temos que continuar treinando e trabalhando porque estamos no caminho certo.
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Que fatores mais contribuíram para a conquista do título no Uruguai?

Com certeza, o conjunto e a união da equipe. O grupo está consciente de que além de recuperar o título sul-americano, estamos trabalhando para acertar o time rumo ao Pré-Olímpico. Em quadra, procuramos fazer um jogo bastante coletivo, onde o que importava era o sucesso da equipe e a vitória do Brasil. O grupo foi muito bem e conseguimos encarar de frente os momentos de dificuldades que encontramos ao longo da competição, como o jogo contra o Uruguai, com o ginásio lotado torcendo contra, e a final muito equilibrada contra a Argentina.

Quais as chances do Brasil no Pan-Americano?

Será uma competição bastante equilibrada e nosso pensamento é, sem dúvida, buscar o bicampeonato. Sabemos das dificuldades, mas temos condições de superá-las com trabalho e dedicação. Os nossos adversários mais difíceis devem ser a Argentina, Porto Rico e o Canadá.
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E as suas expectativas para o Pré-Olímpico?

Acredito muito na conquista da vaga para as Olimpíadas de Atenas, em 2004. A equipe está absolutamente concentrada para cumprir esse objetivo, treinando com o máximo empenho possível. Já apresentamos melhora e até a competição a seleção se acertará ainda mais, tenho certeza. Temos consciência de que não será nada fácil. A disputa é muito forte e todas as seleções vão entrar com tudo em busca da vaga.

Como você analisa o jogador Marcelinho hoje?

Estou em um momento muito positivo da minha carreira. O ano que passei na Itália defendendo o Rimini Crabs ajudou bastante na minha evolução como atleta. Estou com uma visão de jogo mais ampla e me adaptei a um tipo europeu de jogo, que é mais forte, de mais contato.