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05/01/2001 - Marcelo Magalhães Machado

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Dedicação, família e espírito de equipe são as palavras-chave da vida do ala/armador Marcelo Magalhães Machado, o Marcelinho. Esse carioca, de 25 anos, passou os últimos doze meses do século XX trabalhando para um fim: ganhar força e resistência para melhor servir a seu clube e à seleção brasileira. E conseguiu. Marcelinho, foi eleito o melhor jogador do Campeonato Carioca de 2000 e é um dos destaques da seleção brasileira. Nessa conversa, o ala do Botafogo conta como está vivendo esse excelente momento de sua carreira.

O que representa ser considerado o melhor jogador do Rio e do Brasil?

Com certeza, esse é o melhor momento da minha carreira. Estou colhendo os frutos de muita dedicação e empenho. Em 2000, trabalhei muito e descansei pouco, mas valeu a pena. Ajudei meu time a chegar à final do Estadual, aumentei minha capacidade física, enfim, melhorei muito como atleta. Mas sei que, assim como estou subindo de produção, posso cair a qualquer momento. Por isso, tenho consciência que não posso parar de me aprimorar nunca.
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Como é esse trabalho específico que você está fazendo?

Ano passado me dediquei especialmente em aumentar a minha capacidade física. Na seleção brasileira, vi que me faltava força e resistência para enfrentar equipes estrangeiras. Por isso, resolvi mudar essa situação. Contratei o personal trainner Antonio Carlos “Toca” e o nutricionista Alexandre Meheb para me ajudar. E deu certo. Ganhei três quilos de massa muscular e ainda tenho o que melhorar.

Qual a importância da família em sua carreira?

Venho de uma família inteiramente dedicada ao basquete. Meu pai, Renê Machado, e meu tio, Sérgio Macarrão, foram jogadores e meus irmãos, Duda e Ricardo, atuam no Fluminense. O apoio deles é fundamental. Meu pai conhece bem os prós e contras dessa carreira e me educou para ser um bom atleta. E ainda tem a minha mãe, Cristina, que cuida de todo mundo. Esse suporte é essencial na vida de um jogador.
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Quais as principais qualidades do jogador Marcelinho? E o que ainda pode melhorar?

Minha grande qualidade como jogador está no arremesso. Além disso, acho que tenho uma boa visão de jogo, o que ajuda na armação das jogadas da equipe. Meu ponto fraco sempre foi a defesa, mas estou tentando melhorar.

O sucesso no Botafogo vem lhe rendendo propostas para atuar em outros clubes brasileiros?

Sim, mas a minha prioridade é ficar no Botafogo e tentar dar ao clube o título do Campeonato Nacional.

Está nos seus planos jogar no exterior?

Com certeza, jogar no exterior é uma grande experiência para qualquer atleta. Conviver com escolas de basquete diferentes ajuda muito na formação de um jogador. Já recebi uma proposta de um clube europeu, mas depende também do Botafogo, com quem tenho contrato até junho. Mas repito, minha prioridade é jogar o Nacional pelo clube alvinegro.
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O Botafogo é um dos favoritos ao título do Campeonato Nacional?

No campeonato carioca mostramos que o Botafogo tem time para ser campeão. Vamos iniciar 2001 com o pensamento voltado para o Nacional, com o objetivo de chegar a mais uma final. No ano passado, ficamos em quinto lugar no Nacional.

Quais as chances da seleção brasileira no Sul-Americano e na Copa América?

Temos tudo para conquistar o bicampeonato sul-americano. Acho que os atletas brasileiros evoluíram muito e veremos isso no Campeonato Nacional. Além disso, os novos valores que estão surgindo têm muita garra e, com certeza, vamos todos ajudar o Brasil a fazer uma boa campanha na Copa América e conquistar a vaga para o Mundial de 2002, em Indianápolis (Estados Unidos).