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16/06/2003 - Aluísio Elias Ferreira Xavier

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O técnico Aluisio Elias Ferreira Xavier, o Lula, acaba de ganhar o título de campeão nacional, uma conquista inédita na sua carreira e na história do seu time, o COC/Ribeirão Preto. No quarto jogo do playoff final do 14º Campeonato Nacional, a equipe paulista venceu o Unit/Uberlândia por 83 a 74 e fechou a série em três a um. Agora, Lula pretende garantir mais conquistas como técnico da seleção brasileira masculina. A preparação dos jogadores, que começou nesta semana, em Ribeirão Preto, tem como objetivo desenvolver a parte física, técnica e tática dos atletas para as competições desta temporada. Em 2003, a seleção brasileira disputa o Campeonato Sul-Americano, no Uruguai (de 21 a 27 de julho), os Jogos Pan-Americanos, na Republica Dominicana (de 2 a 9 de agosto) e o Torneio Pré-Olímpico, em Porto Rico (de 20 a 31 de agosto), que irá classificar os três primeiros colocados para as Olimpíadas de Atenas, em 2004.
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O que representa esse primeiro título nacional para você e para o COC/Ribeirão Preto?

É uma conquista importante para mim, para o COC e para a cidade de Ribeirão Preto. Esse é o meu primeiro título de campeão brasileiro, um momento muito gratificante na minha carreira como técnico. É como receber um prêmio pelos anos de dedicação e de trabalho bem realizado. Esse resultado traz vários aspectos positivos para a equipe e estimula o COC a continuar com os investimentos no time. Mas o trabalho também fica mais difícil, porque a responsabilidade se torna maior.

Nas últimas três edições do Nacional, o COC/Ribeirão Preto foi vice-campeão em 2001, quarto lugar em 2002 e campeão em 2003. Como você avalia a evolução do time a partir desses resultados?

Estou bastante satisfeito com a evolução da equipe. O time apresentou um bom desempenho em todas as edições do Nacional de que participou. Sempre conseguimos chegar aos playoffs. Em 2001, perdemos na final para o Vasco da Gama e, em 2002, perdemos para o Bauru nas semifinais, mas, em 2003, conquistamos o título inédito. Durante esses três anos, os jogadores amadureceram muito e evoluíram emocionalmente e taticamente. Nas três últimas edições do Nacional disputamos 124 partidas e vencemos 88 jogos (71%).
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Como você vê o seu papel no desenvolvimento do COC/Ribeirão Preto e na revelação de novos jogadores no basquete nacional?

Esse título mostra que dá certo investir nas categorias de base e na formação dos atletas. O COC/Ribeirão Preto revelou vários jogadores que não eram conhecidos nacionalmente, mas que tinham muito valor e potencial. Trabalhamos para aperfeiçoar o talento desses meninos. Gostaria de destacar também o trabalho de toda a comissão técnica, dos fisioterapeutas e dos preparadores físicos do time. É uma equipe que sempre esteve unida, cumprindo a sua função de fornecer os recursos técnicos, a preparação física e o entendimento de jogo necessários para o desenvolvimento do atleta.

Qual sua análise do Campeonato Nacional deste ano?

O Nacional reúne os melhores do basquete brasileiro. O equilíbrio está maior a cada ano. Com exceção da excelente campanha do Unit/Uberlândia no início da fase de classificação, não havia superioridade. Os playoffs foram muito difíceis e disputados. Todas as equipes eram de alto nível e trouxeram mais qualidade para a competição. Neste ano, vários clubes de lugares diferentes do Brasil mostraram um trabalho bem feito e revelaram bons jogadores. Minas Gerais deu uma grande demonstração de competência, Levou dois times para o Campeonato (Unit/Uberlândia e Universo/Minas) e eles ficaram entre os três melhores do país Essa diversificação é muito importante. Espero que o nosso basquete continue evoluindo desta maneira.

Fale um pouco sobre a preparação da seleção brasileira.

Começamos nesta semana, em Ribeirão Preto, com o primeiro grupo de 16 jogadores. A intenção da comissão técnica é preparar a equipe para conquistar o nosso objetivo final, que é a vaga para as Olimpíadas de Atenas, em 2004. Na parte física, vamos fazer uma preparação individual, porque cada atleta tem suas características específicas. Na parte técnica, vamos trabalhar na manutenção do trabalho desenvolvido previamente nos clubes. Na parte tática, que é a mais importante, precisamos dar forma ao esquema de jogo da seleção brasileira. Nosso objetivo é intensificar a marcação, desenvolver uma defesa que incomode o adversário e dar ênfase ao jogo rápido e ao contra-ataque.
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E as chances do Brasil nas competições da temporada de 2003?

Na temporada 2003, vamos participar do Campeonato Sul-Americano, dos Jogos Pan-Americanos e do Pré-Olímpico. No Sul-Americano, o Brasil é um dos favoritos. A Argentina será o nosso grande adversário. É um momento favorável para testar os novos jogadores da seleção. Nos Jogos Pan-Americanos, o grau de dificuldade é um pouco maior. É uma competição mais representativa. Temos a vantagem de ter conquistado a medalha de ouro na última edição, em Winnipeg (1999), e vamos lutar por ela novamente. Essas competições são próximas umas das outras e servem para trabalhar o entrosamento da equipe. Vamos chegar ao Pré-Olímpico com a base do time já formada e o nível de desenvolvimento necessário para conquistar a vaga olímpica.