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31/05/2003 - Renato Lamas Pinto

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Renato joga há seis anos pelo COC/Ribeirão Preto e, em 2003, espera ajudar sua equipe a conquistar o título inédito de campeão brasileiro. A partir de quinta-feira, o time paulista participa pela terceira vez de uma final do Campeonato Nacional (em 1998, perdeu o título para o Franca/Marathon, e em 2001, para o Vasco da Gama). O ala de 25 anos, nascido em Minas Gerais, também está na lista dos pré-convocados para a seleção brasileira. Ele espera fazer parte do grupo que vai participar das competições da temporada de 2003: o Campeonato Sul-Americano, no Equador, os Jogos Pan-Americanos, na República Dominicana, e o Torneio Pré-Olímpico, em Porto Rico, onde o Brasil encara o desafio de conquistar uma das três vagas para as Olimpíadas de Atenas, em 2004.
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Como você analisa o Campeonato Nacional deste ano?

Foi um Campeonato bem emocionante e disputado. Todos os times estavam mais ou menos no mesmo nível. Até a fase final do returno, era impossível determinar as oito equipes classificadas para os playoffs. Na minha opinião, vários jogadores se destacaram na competição, como os alas Rogério, do Universo/Ajax, Brent Merrit, do Unit/Uberlândia, e Ricardo, do Londrina/Aguativa, os armadores Demétrius, do Universo/Minas, Valtinho, do Unit/Uberlândia, e Helio, do Londrina/Aguativa e o ala/armador Tony Harris, do Unit/Uberlândia.

E a final contra o Unit/Uberlândia?

Com certeza, será uma série equilibrada. O Unit/Uberlândia trabalha bastante o potencial individual e todos os jogadores são muito competentes. É um adversário difícil e forte candidato ao título. Na primeira fase terminou em primeiro lugar, com apenas cinco derrotas, sendo duas para o COC.

A última final disputada pelo COC em Nacionais foi em 2001, contra o Vasco da Gama. De lá prá cá, quais as principais mudanças que aconteceram no time?

A base da equipe (eu, o ala Alex e o pivô Thiagão) continua mais ou menos a mesma. A principal diferença é que hoje estamos mais maduros e experientes. Em 2001, tínhamos acabado de sair do juvenil. Naquela época, perdemos para o Vasco, que tinha um time muito bom e era um grande adversário. Mas, este ano, vai ser diferente. Estamos confiantes na conquista do título do Nacional.
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Nesses três últimos anos, como você vê a sua evolução como jogador?

Evoluí muito. Quanto mais você joga, mais aprende sobre basquete. Conforme você vai crescendo e amadurecendo, vai aceitando certas responsabilidades. Os técnicos começam a explorar melhor as suas qualidades e os seus defeitos. Minha maior qualidade é jogar com o coração. Também consigo manter um bom nível de concentração durante toda a partida. Dificilmente, entro em quadra disperso, não importa qual seja o adversário. Meu maior defeito é o nervosismo. Sempre fico um pouco nervoso antes de um jogo. Acho que ainda posso melhorar um pouco mais a parte defensiva e a parte física. Gostaria de ser um pouco mais forte.

E qual a expectativa de estar na lista de convocados da seleção brasileira?

Minha grande expectativa é fazer parte do grupo que vai participar das competições de 2003. Existem vários bons jogadores como opção. Posso citar como exemplo o pivô Nenê e o armador Leandrinho, que estão na NBA, e o ala/armador Marcelinho, que joga na Itália. Para mim, Marcelinho vai ter um papel importante na seleção. Ele vai ser o líder, o responsável por ajudar os outros jogadores nos momentos difíceis. Confio muito na experiência e no estilo de jogo dele. Confio muito no técnico Lula Ferreira também. Ele é um grande estudioso do basquete e um técnico excelente, que sabe levar o grupo com determinação.
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Como você vê o Brasil nas competições da temporada 2003?

O Campeonato Sul-Americano e os Jogos Pan-Americanos vão ser uma boa preparação para o Pré-Olímpico, que é o grande desafio da temporada. Os jogadores convocados vão ter que honrar a camisa da seleção brasileira e lutar até o fim. Precisamos garantir uma das três vagas para as Olimpíadas de Atenas, em 2004. Não podemos ser pessimistas. Temos que acreditar em nós mesmos e pensar que podemos ganhar de qualquer adversário. Temos grandes chances de conquistar essa vaga.